Histórias de Superação

Suellen Nogueira

Desde criança sempre fui gordinha das bochechinhas reluzentes. Vivi isso a vida inteira, ouvia apelidos que uma criança nunca deveria ouvir, pois o psicológico é o mais afetado. Quanto mais apelidos ganhava, mais comia. Era como se ali fosse o único momento de felicidade que pudesse ter. Descobri que eu tinha hipotireoidismo aos 26 anos. Tudo passou a fazer sentido. Aos 28 descobri que tinha a síndrome plurimetabólica, ou seja, o excesso de insulina no corpo. O que poderia me causar até um taquicardia. Tive amigos que fizeram bariátrica e ficaram felizes e super e saudáveis, além de uma prima que ficou extremamente linda.

Sempre tive vontade de fazer, mas foi ao descobrir a síndrome plurimetabólica que vimos a gravidade do risco que eu estava passando. Não pensei duas vezes que era o momento certo para isso! Meu processo foi particular. Pesquisei sobre os melhores cirurgiões do Brasil e conheci o Dr. Luciano Munhoz, da Clínica Munhoz em Paranacity. Ao entrar em contato com ele, acabei descobrindo que era amigo da família e eu nem fazia ideia, me deu uma confiança a mais, senti segurança para fazer a cirurgia.

Fiz a cirurgia em Abril de 2018 e eliminei 57 quilos. O início foi a parte mais difícil, chorei horrores, entalava e tinha dumping frequentemente, mas a cada novo resultado sabia que valia muito a pena, e isso me fazia ter certeza da escolha que fiz. Hoje em dia faço exames laboratoriais de rotina com frequência e, como farmacêutica, acabo acompanhando essa parte. E minha nutricionista, bem não tem como correr dela, porque ela é minha irmã.

Se você quer fazer bariátrica, antes de tudo, tenha a certeza. Se prepare psicologicamente, pois com a mudança que seu corpo vai ter, com os dumping, vontade de comer o mundo e não dar conta, você precisa de uma mente bem trabalhada, para que seu resultado seja saudável e não venha uma depressão por isso.

Diego Camilozzi

Desde de criança sempre fui gordinho, minha mãe me colocou no judô quando tinha 4 anos de idade, porque além de ser gordinho, eu tinha hiperatividade, então se eu não me distraia com esporte eu comia. Aos meus 14 anos cheguei a pesar 104 kg, com as atividades físicas baixaram bastante. Eu não tive diabetes nem hipertensão, mas colesterol e triglicérides eram altos.

Minha família apoiou bastante, o pessoal da empresa que trabalho também, e o meu método foi o Sleeve, operei em 18 de janeiro de 2019. Operei com Dr. Enrico Amaral da equipe IATO São José dos Campos, Nutricionista Carolina de Paula, Caçapava, Clínica de Emagrecimento. Só tenho a agradecer a todos por estar super bem de saúde.

Ponto positivo, eu consigo fazer de tudo sem sentir dores, correr, andar de bicicleta, antigamente eu fazia atividade física e voltava com muitas dores no corpo.

O lado negativo dessa cirurgia não é bem negativo, é você se adaptar com o que comer, você não vai conseguir comer um rodízio mais e sim apenas 1 pedaço de pizza. Eu penso dessa forma, operei o estômago não a cabeça, mas se a cabeça não mudar você não vai obter todo seus objetivos. Se eu soubesse que iria melhorar minha vida tão rápido depois dessa cirurgia eu faria ela antes.

Façam é uma coisa extraordinária na sua vida. Eu vivo um dia de cada vez, mas agora sem dor e extremamente feliz.

 

Talitha Bezerra

Meu processo de obesidade vem desde a infância e que veio a agravar na juventude. Minha vida era escutar várias coisas, dentre elas: baleia assassina, gorda, balofa, entre outros apelidos pejorativos. Não possuía nenhum tipo doenças associadas, somente a ansiedade que até hoje preciso controlar. Quando eu decidi  fazer a Bariátrica eu não me inspirei em ninguém. Somente queria deixar de sofrer com essas questões da infância/ adolescência que custam muito para um ser humano.

A decisão de fazer a Bariátrica foi desde que a médica em 2014 falou que eu era candidata, até então eu não tinha ideia de que podia fazer, na verdade era uma loucura pra minha cabeça passar por uma sala de cirurgia. Então, em meados de 2016 comecei a fazer todo o processo necessário para fazer a cirurgia. Indo para os médicos necessários e realizando os exames pré operatórios. Realizei a Bariátrica pelo plano de saúde e levou cerca de 6 meses, porque eu fui relaxada, rsrsrs.

Tive total apoio da minha família, que me incentiva até hoje em tudo que venho me propor a fazer. Então, apoio familiar é fundamental no pré, no durante e no pós operatório. Operei em Janeiro de 2017 e impactou bastante minha vida.

Eu sou bastante regrada com a minha alimentação por medo de engordar novamente. Os pontos positivos são vários, desde comprar roupa até parar de ouvir coisas absurdas que escutava. Em relação a pontos negativos: sou privada de alguns tipos de comida porque realmente não desce até hoje, começo a passar mal de verdade. Em relação a rotina médica foi tranquilo passar pelos médicos e o acompanhamento multidisciplinar. Até hoje realizo algumas revisões.

O conselho que eu dou pra quem realizar a Bariátrica é que a pessoa tenha certeza da decisão e que o processo não é fácil, mas garanto que se eu consegui passar, você que está lendo passa com certeza! Determinação e foco são coisas primordiais. Sucesso na jornada.

 

Caroline Vaz

Eu sempre fui gordinha, desde criança. Na adolescência, com 16 anos emagreci um pouco, mas aos 18 voltei a engordar. Aos 20 emagreci 35 quilos com dieta, exercícios, terapia e remédio, depois de um choque na balança, quando fui pela primeira vez ao cirurgião bariátrico e me assustei, mas achava que a cirurgia não era pra mim, e eu era muito nova.

 

Aos 23 voltei a engordar de novo, num processo gradual. Aos 27, ainda tomando remédio para emagrecer, eu tive crises de ansiedade e mudei meu tratamento até parar de tomar todos os remédios. Conversei com o médico que me tratou sobre a cirurgia e ele recomendou que eu meditasse sobre essa decisão sozinha durante um tempo. Foi então que levei a sério essa possibilidade e, alguns meses depois, conversei com minha família e perguntei se me apoiariam se eu fizesse a cirurgia. Ficaram receosos, mas entenderam que se era pra melhorar minha saúde, me apoiariam, e apoiaram.  Voltei ao mesmo cirurgião que havia me atendido anos antes e comecei a fazer os exames. As minhas articulações estavam sobrecarregadas, principalmente os joelhos.

 

Consegui operar com o plano de saúde alguns meses depois, entre primeira consulta e data da cirurgia foram uns 7 meses. O médico me disse que meu fígado estava bem pesado, apesar de não ter aparecido nada no exame. Isso aconteceu em outubro de 2013 e em outubro de 2014 eu tinha atingido minha meta de perda de peso, ou seja, 100% do excesso de peso (55kg). Fiz acompanhamento nutricional regular nesse período e comecei atividade física assim que o médico liberou, sempre intensificando. Em 2015 fiz cirurgia reparadora (abdominoplastia e colocação de prótese mamária).

 

Hoje minha vida é normal, alimentação também, mas não é tudo que consigo comer ou beber, auto estima em dia, sigo fazendo exercícios e sempre em busca de uma vida saudável. Pra quem pensa em fazer cirurgia, meu conselho é o mesmo que recebi anos atrás: vá pra casa e medite sozinho sobre essa decisão.

 

Pense no que está disposto a encarar e em como vai se comprometer. É uma decisão que vale muito a pena, mas requer um compromisso diário, principalmente de auto observação do que você pode ou não, do que deve ou não, e do que consegue ou não comer. Seu corpo não será mais o mesmo, mas sua digestão também não.